
Entramos na segunda etapa do Acelera Turismo na região do Caparaó. Este é o momento de consolidar as experiências turísticas já idealizadas pelos empreendedores e, ao mesmo tempo, refletir sobre a potência do storytelling no Turismo de Experiência. Esse termo elegante que nada mais é do que a arte de contar boas histórias traz autenticidade e, sobretudo, valor aos empreendimentos locais.
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Tivemos uma manhã muito proveitosa em Irupi, uma pequena cidade que compõe o eixo turístico do Caparaó. O encontro aconteceu em uma cafeteria de um dos participantes, onde o anfitrião nos recebeu com um café da manhã digno de nota. Foi uma amostra clara do potencial de encantamento que um bom atendimento, somado a uma narrativa envolvente, pode proporcionar.

O foco da manhã fria do dia 22 de julho foi a construção da experiência turística e o uso do storytelling como ferramenta estratégica. Após quase um mês do primeiro encontro, os participantes tiveram tempo para assimilar os conceitos e amadurecer ideias viáveis para suas propriedades. Mergulhamos nas histórias que cada empreendedor carrega consigo histórias que fazem toda a diferença na hora de transformar um produto em uma vivência memorável. Afinal, o turismo de experiência só se sustenta com boas histórias. E boas histórias exigem vivência, aprendizado e prática.
Durante o encontro, entregamos um documento prático com o passo a passo para estruturar experiências turísticas: o que cada um já tem, o que ainda precisa e o que pode ser desenvolvido em seus negócios. Além disso, os empreendedores começaram a escrever suas próprias narrativas, com base nos elementos fundamentais de uma boa história: personagem, conflito, transformação e aprendizado.


Foi um momento leve, divertido e cheio de descobertas (individuais e coletivas) em que os participantes se reconheceram como protagonistas de suas trajetórias e parceiros de um mesmo propósito.
Visitas às propriedades
Após a imersão da manhã, partimos para visitar as 10 propriedades participantes do projeto. Foram mais de mil quilômetros percorridos em um trajeto que cruzou todo o Caparaó Capixaba. Estivemos lado a lado com cada empreendedor, ouvindo suas histórias e conhecendo de perto seus espaços. Isso nos possibilitou aprofundar o olhar sobre o que havia sido planejado inicialmente e identificar novas oportunidades de valor.
Algumas das experiências idealizadas no primeiro encontro foram reafirmadas; outras tomaram novos rumos a partir da vivência nos locais. Estávamos bem preparados, com informações detalhadas sobre cada propriedade, seus canais de comunicação e posicionamento atual no mercado. Esse mapeamento prévio nos deu mais clareza e segurança para orientar decisões e fortalecer o desenvolvimento das experiências.
Nosso trabalho ainda não terminou, mas a cada nova etapa nos sentimos mais animados com o que estamos construindo. Um projeto possível graças ao Sebrae ES, às entidades cafeeiras da região e, principalmente, a cada produtor que investe tempo, energia e dedicação para transformar um sonho coletivo em realidade.





